Insights
Reconhece algum destes problemas?
Os sintomas que encontramos com mais frequência nas empresas com que trabalhamos, organizados por quem os sente. Abra qualquer um para ver a causa habitual e por onde se começa a resolver.
Seleccione um sintoma para ver o detalhe
Tenho o estudo de viabilidade aprovado e não sei o que fazer a seguir
O plano diz que o negócio é rentável, mas ninguém desenhou a operação que produz esses números.
Ver detalhe
Um estudo de viabilidade responde a uma pergunta de investimento, não a uma pergunta de execução. Entre a aprovação e a operação a funcionar faltam os processos, o dimensionamento da equipa, os fornecedores qualificados, os sistemas e as rotinas de gestão.
É nesse intervalo que a maioria dos projectos perde os primeiros doze meses e uma parte do capital, porque as decisões vão sendo tomadas à pressa, uma a uma, sem um modelo operacional que as enquadre.
Por onde se começa: traduzir o estudo num modelo operacional com capacidade, processos, equipa e custo unitário, e só depois montar o plano de arranque com marcos e responsáveis.
O arranque está a demorar muito mais do que o previsto
Abriram portas, mas a operação não chega ao regime que o plano assumia.
Ver detalhe
Abrir e atingir o regime previsto são dois objectivos diferentes, e quase sempre só o primeiro é planeado. Sem uma curva de ramp-up definida, sem formação estruturada e sem indicadores desde a primeira semana, a operação estabiliza num patamar abaixo do previsto e fica lá.
O efeito financeiro é duplo: a receita chega mais tarde do que o modelo assumia e os custos fixos começaram no dia um.
Por onde se começa: definir o regime alvo em números, medir a distância actual e atacar as duas ou três restrições que explicam a maior parte dessa diferença.
Investi, mas não tenho quem dirija a operação no terreno
O negócio existe e o investidor está a acumular funções que não devia acumular.
Ver detalhe
Muitos projectos ficam dependentes do investidor para decisões do dia a dia porque a equipa de gestão nunca foi constituída. O resultado é um accionista a fazer trabalho de director de operações, sem tempo para a função que lhe compete.
Recrutar à pressa para resolver o problema costuma agravá-lo, porque a estrutura e as responsabilidades ainda não estão definidas.
Por onde se começa: assumir a direcção em regime interino com critérios de saída acordados, e usar esse período para constituir e formar a equipa permanente.
Não sei o que se passa na empresa sem lá estar
A informação que chega ao accionista é tardia, inconsistente ou depende de quem a prepara.
Ver detalhe
Sem uma estrutura de reporte estável, cada mês produz um documento diferente e a comparação entre períodos torna-se impossível. O accionista acaba a decidir com base na conversa mais recente em vez de com base em dados.
Por onde se começa: definir um conjunto reduzido de indicadores, a fonte de dados de cada um, a cadência de revisão e um formato de reporte que não mude de mês para mês.
Vendemos mais e a margem não acompanha
O volume cresce, o resultado não, e ninguém consegue explicar exactamente onde se perde.
Ver detalhe
A margem raramente se perde numa decisão errada. Perde-se todos os dias em pequenas quantidades: esperas, retrabalho, stock parado, horas extraordinárias para recuperar atrasos, decisões que sobem três níveis para voltarem a descer.
Nenhuma destas perdas aparece isolada na demonstração de resultados, e é por isso que resistem durante anos sem serem atacadas.
Por onde se começa: quantificar as perdas no terreno, com dados, e ordenar as alavancas por impacto e por esforço de implementação.
Os problemas repetem-se todos os meses
Resolve-se o sintoma, a causa permanece, e o mesmo problema volta no ciclo seguinte.
Ver detalhe
Quando não existe um método partilhado de resolução de problemas, cada pessoa trata o que lhe aparece à frente com a solução que lhe ocorre. O problema desaparece durante algumas semanas e regressa, porque a causa nunca foi analisada até à origem.
Por onde se começa: instalar um método estruturado com definição do problema em factos, análise de causa raiz, contramedidas testadas e verificação do efeito, conduzido pelas próprias equipas.
Temos muitos projectos abertos e nenhum termina
As iniciativas acumulam-se, as datas deslizam, e a explicação é sempre falta de pessoas.
Ver detalhe
Na maioria dos casos o problema não é falta de recursos, é excesso de trabalho em curso. As mesmas pessoas estão alocadas a seis ou oito frentes em simultâneo e passam uma parte significativa do dia a recuperar o ponto onde tinham ficado.
A correcção é desconfortável porque obriga a parar iniciativas já anunciadas. Em contrapartida, as que ficam terminam.
Por onde se começa: limitar a carteira à capacidade real de execução, atribuir dono e prazo a cada projecto e proteger o prazo com uma folga única no final em vez de folga dispersa por cada tarefa.
As melhorias não duram depois do projecto acabar
Durante a intervenção os indicadores melhoram; passados três meses está tudo como antes.
Ver detalhe
Ganhos que dependem da presença de alguém externo não são ganhos, são empréstimos. A melhoria só se sustenta quando passa a fazer parte da rotina de gestão da equipa e quando alguém interno é responsável por ela.
Por onde se começa: instalar a cadência de gestão diária, a gestão visual no local de trabalho e a auditoria de rotinas, e transferir o método para as chefias intermédias antes de sair.
A equipa resiste a qualquer mudança
As soluções fazem sentido no papel e não passam para o terreno.
Ver detalhe
A resistência à mudança raramente é teimosia. Quase sempre é informação sobre o que não foi explicado, o que não foi negociado, ou o que não é exequível com os recursos que a equipa tem.
Quando a solução é desenhada sobre as pessoas em vez de com elas, a adopção falha mesmo quando a solução está tecnicamente certa.
Por onde se começa: envolver as chefias intermédias desde o diagnóstico, desenhar em workshop com equipas multidisciplinares e acompanhar a adopção com a mesma seriedade com que se acompanha o desenho.
Precisamos de certificação ISO 9001 e não sabemos por onde começar
O mercado ou o cliente exige, e o receio é criar burocracia que ninguém usa.
Ver detalhe
Um Sistema de Gestão da Qualidade construído apenas para satisfazer o auditor duplica trabalho e é abandonado assim que o certificado chega. Construído sobre os processos reais da empresa, torna-se a forma normal de trabalhar.
Por onde se começa: diagnóstico face à norma, desenho dos processos com as áreas que os executam, e só depois a documentação, a formação e a preparação da auditoria.
Investimos em software e os problemas mantiveram-se
O sistema entrou, a licença é paga todos os meses, e a operação continua lenta.
Ver detalhe
Quando se automatiza antes de melhorar, os desperdícios existentes ficam inscritos no sistema. As aprovações desnecessárias passam a notificações automáticas, o retrabalho passa a ser registado mais depressa, e a validação que ninguém sabia explicar passa a requisito funcional que ninguém pode remover.
Por onde se começa: mapear o processo como ele é, redesenhá-lo, estabilizá-lo em suporte físico e só então decidir o que compensa digitalizar.
A equipa passa o dia a copiar dados entre ficheiros
Horas de trabalho qualificado consumidas em tarefas que um computador faria sem errar.
Ver detalhe
Transcrição de facturas, consolidação de mapas, reconciliações manuais e reenvio de informação entre departamentos são das tarefas com retorno de automação mais rápido, porque o volume é elevado e a regra é estável.
Por onde se começa: medir quantas horas por mês cada tarefa consome, confirmar que o processo está estável, e automatizar primeiro aquelas em que volume e repetibilidade são maiores.
Os sistemas que temos não falam uns com os outros
O ERP tem uma versão dos dados, a operação tem outra, e a reconciliação é manual.
Ver detalhe
Sistemas isolados obrigam a introduzir a mesma informação várias vezes, o que garante divergências. A discussão sobre qual dos números está certo consome mais tempo do que a decisão que eles deviam suportar.
Por onde se começa: definir qual é a fonte de verdade para cada dado e construir a integração a partir daí, em vez de criar mais um sistema paralelo.
Queremos usar IA mas não sabemos onde faz sentido
Há pressão para adoptar, e falta um critério para distinguir o que compensa do que é moda.
Ver detalhe
A inteligência artificial resolve bem problemas com volume elevado, regras pouco estruturadas e tolerância a revisão humana: leitura de documentos, classificação, atendimento de primeira linha, preparação de respostas recorrentes. Fora desse perfil, costuma custar mais do que entrega.
Por onde se começa: escolher um processo com volume mensurável, correr um piloto fechado com critérios de aceitação definidos e decidir com base no resultado, não na expectativa.
O banco pede documentação que não conseguimos produzir
O financiamento trava não pelo risco do negócio, mas pela qualidade do dossier.
Ver detalhe
A banca decide sobre documentação. Projecções sem ligação às variáveis da operação, contas por normalizar e ausência de uma avaliação fundamentada transformam-se em montantes menores, prazos mais curtos e garantias mais pesadas.
Por onde se começa: normalizar as contas, construir projecções ligadas à operação real e preparar o dossier com os pressupostos escritos e justificados.
Vai entrar ou sair um sócio e não há acordo sobre o valor
Cada parte tem um número e nenhum deles está sustentado em algo examinável.
Ver detalhe
Sem uma avaliação independente e fundamentada, a negociação entre sócios transforma-se numa disputa de convicções, com custo pessoal elevado e risco real de bloquear a empresa durante meses.
Por onde se começa: produzir uma avaliação por métodos reconhecidos, com intervalo de valor e pressupostos discutíveis, que sirva de base comum às duas partes.
Desconfio que a empresa vale mais do que mostra
O resultado não reflecte a posição de mercado nem a capacidade instalada.
Ver detalhe
É frequente. Margem perdida na operação, capacidade subutilizada, estrutura de custos mal distribuída e políticas comerciais pouco disciplinadas afastam o valor actual do valor potencial, muitas vezes de forma significativa.
Por onde se começa: avaliar a empresa nos dois cenários, com e sem as acções operacionais identificadas, e quantificar o que cada acção acrescenta ao valor.
Recebemos uma proposta de compra e não sabemos se é justa
Há um número em cima da mesa e nenhuma referência para o avaliar.
Ver detalhe
Uma proposta analisada sem avaliação prévia é aceite ou recusada por instinto. Em qualquer dos casos, o vendedor fica sem saber quanto deixou em cima da mesa.
Por onde se começa: avaliar a empresa de forma independente, preparar a documentação e o argumentário, e só depois voltar à negociação.
Próximo passo
Encontrou a sua empresa nalgum destes sintomas?
Uma primeira reunião de 45 minutos para enquadrar a situação concreta e perceber o que vale a pena atacar primeiro.
Pedir diagnóstico